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Mistério: Idoso desaparece após ir ao Ceasa de Cabrobó e, mais de quatro meses depois, família ainda busca respostas

José Manoel da Silva, de 78 anos, saiu de casa na manhã de 22 de março e foi visto pela última vez no Ceasa de Cabrobó. Desde então, não há informações sobre seu paradeiro.

O que deveria ser apenas mais uma ida ao Ceasa de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco, como acontecia praticamente todos os dias, acabou se transformando em um desaparecimento cercado de perguntas e, até hoje, sem respostas.

José Manoel da Silva, de 78 anos, desapareceu no dia 22 de março de 2026. Segundo familiares, ele saiu de casa por volta das 5h50 da manhã e chegou ao Ceasa de Cabrobó às 6h08, horário registrado por câmeras de segurança.

O local não era estranho para José Manoel. Pelo contrário. Era um ponto que fazia parte da rotina do idoso. Segundo a família, era raro o dia em que ele não passava pelo Ceasa.

Testemunhas também relatam ter visto José Manoel no local até aproximadamente 14h daquele dia. Depois disso, o rastro desapareceu. Desde então, familiares, amigos e pessoas próximas tentam descobrir o que aconteceu.

José Manoel morava sozinho. Uma neta residia na casa vizinha e, segundo a família, acompanhava de perto a rotina do avô. Descrito como uma pessoa lúcida, responsável e de boa convivência, ele não fazia uso de bebidas alcoólicas e mantinha boas relações com as pessoas da comunidade.

Na manhã em que desapareceu, saiu apenas com seus documentos pessoais. A casa também teria ficado em condições normais, sem qualquer sinal que indicasse uma saída planejada ou a intenção de não retornar.

Buscas começaram pela própria família.

Diante do desaparecimento, os familiares iniciaram as buscas por conta própria, inclusive entrando em áreas de caatinga próximas à região.

A preocupação tinha uma razão: José Manoel tinha o costume de entrar na caatinga para retirar cascas de árvores e outras plantas utilizadas por ele na preparação de remédios caseiros.

Mas, apesar das buscas realizadas pelos familiares, nada foi encontrado que pudesse indicar que o idoso tivesse seguido para essas áreas.

Mais de quatro meses sem respostas

O desaparecimento já ultrapassou quatro meses e a família continua sem saber o que aconteceu com José Manoel. Uma das principais reclamações dos familiares está relacionada à condução das investigações. Segundo um relato feito pela família, a Polícia Civil tem prestado algum apoio, mas a ajuda seria considerada insuficiente diante da gravidade do caso.“

O que a polícia tem feito? Infelizmente, a gente tem recebido pouca, pouca ajuda da parte policial. Eles têm contribuído, porém eu acredito que poderiam ser mais fortes, mas não têm nos ajudado tanto.”

A família também questiona o tempo necessário para que o caso passasse a ser tratado formalmente como investigação criminal.Segundo o relato, teria levado mais de 70 dias para a abertura do inquérito investigativo.

Durante esse período, houve mudança na titularidade da delegacia responsável pelo caso, o que, de acordo com os familiares, teria contribuído para dificuldades no acompanhamento das providências.

A família afirma ainda ter procurado a unidade policial, apresentado informações e seguido os procedimentos solicitados, mas continua cobrando respostas sobre o andamento da investigação.

O caso de José Manoel chama atenção justamente pela ausência de respostas sobre o que aconteceu depois de sua passagem pelo Ceasa.

Há registros de que ele saiu de casa, chegou ao local que frequentava habitualmente e foi visto por outras pessoas durante várias horas. Depois das últimas aparições, porém, nenhuma informação concreta sobre seu paradeiro surgiu.

Não há, até o momento, uma explicação conhecida para o desaparecimento.A família continua procurando por José Manoel e espera que as investigações possam esclarecer o que aconteceu naquele 22 de março.

O que deveria ser apenas mais uma ida ao Ceasa, como tantas outras, transformou-se em um mistério que já dura meses. Para a família, permanece a pergunta que ainda não foi respondida: onde está José Manoel da Silva?

Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a localizar o idoso deve procurar as autoridades policiais ou comunicar imediatamente aos familiares.

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informa que a investigação segue em andamento por meio da Delegacia de Cabrobó. 

Marcus Oliveira

Marcus Oliveira

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