O Correio de Notícias recebeu com exclusividade uma denúncia que levanta suspeitas sobre o possível esquema de desvio de merenda escolar em Fernando de Noronha.
Segundo as informações apuradas, um estoque de carne moída destinado às escolas da ilha estaria sendo comercializado em um supermercado local.
Apesar da gravidade da denúncia, a Administração da Ilha afirmou não ter recebido, até o momento do contato com a reportagem, nenhuma comunicação oficial sobre o caso.
Em conversa com a assessoria recebemos a informação que o administrador de Fernando de Noronha ainda não teria recebido formalmente notificação dos órgãos responsáveis e que estariam aguardando o final da investigação para poder se pronunciar.
”De acordo com informações preliminares, a gestão da ilha também afirma não saber onde ocorreu o possível desvio nem como a carne teria ido parar nos freezers do estabelecimento comercial e que Após o fechamento da investigação poderiam se posicionar.
A reportagem solicitou a Secretaria de Defesa Social (SDS) informações sobre a abertura de inquérito policial para apurar o suposto crime, mas não tivemos retorno. Ainda segundo a Administração da Ilha, a investigação estaria sendo conduzida pelas secretarias de Educação e pelo Procon.
Enquanto os órgãos responsáveis não se posicionam sobre o episódio que envolve a merenda dos estudantes da rede pública de Fernando de Noronha, algumas perguntas permanecem sem explicação: como um carregamento de carne moída, destinado à alimentação escolar, foi parar nos freezers de supermercados da ilha para comercialização? Como ficou a alimentação dessas crianças no período em que essa carne teria sido desviada.
Recebemos questionamentos do governo de porque estarmos levantando um caso que aconteceu em novembro. O fato é que eventos significativos e consideráveis vêm evidenciando o sistema sensível e cheio de falhas na entrada e saída de pessoas, materiais e agora até merenda escolar da Ilha considerada patrimônio da humanidade.
O Correio de Notícias segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial dos órgãos competentes, independente de quando aconteceu.