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Exclusiva: Em Petrolina Criança vítima de violência sexual dentro de casa, luta por justiça e pela vida

Uma criança de apenas 11 anos, identificada pelas iniciais M.B.D.A., foi vítima de um crime brutal de violência sexual ocorrido em 15 de outubro de 2024, em Petrolina (PE). O caso, que já conta com provas robustas e prisão preventiva decretada, ainda aguarda sentença judicial, mantendo a família em constante estado de medo e apreensão.Linha do tempo do processo

No mesmo dia do crime, a vítima passou por entrevista social, exame sexológico, que confirmou a conjunção carnal e penetração vaginal e o autor foi preso em flagrante. Em 16 de outubro, a prisão preventiva foi decretada, e exames complementares apontaram gravidez de 5 a 7 semanas, resultado de um abuso continuado.

No dia 17 de outubro, a criança passou por aborto legal, com coleta de material genético solicitada pela Polícia Civil para comparação com o DNA do acusado. O material do suspeito foi coletado em 29 de outubro, e em 9 de fevereiro de 2025 a Polícia Científica apresentou os resultados, que, embora não tenham conseguido extrair perfil genético distinto do feto (por ser oriundo do próprio genitor), não excluem a autoria do crime.

As audiências do processo têm se arrastado. Após remarcações, falhas técnicas e novos pedidos de vista, a última audiência ocorreu em 29 de agosto de 2025, quase um ano após o crime.

Durante as oitivas, o juiz responsável pelo caso ressaltou a necessidade de reavaliação da prisão preventiva a cada 90 dias, o que abre a possibilidade de o acusado responder em liberdade, utilizando tornozeleira eletrônica. A possibilidade revolta e apavora a família materna, que denuncia ameaças do réu de abusar também das outras filhas menores.

“Quem vai garantir a integridade física e a vida dessas meninas se ele for solto?”, questiona a mãe da vítima.

Nota de Esclarecimento

Diante de boatos sobre suposta “inocência” do acusado após os exames de DNA, a Assistência de Acusação da vítima divulgou nota, assinada pelo advogado César Teixeira (OAB 67.651/PE). Segundo o documento, é falso afirmar que os exames deram negativos. O laudo apenas registrou impossibilidade técnica de extração de DNA distinto do feto, mas o processo contém provas contundentes: Gravidez confirmada em exame médico; Flagrante no momento em que a mãe encontrou o acusado sobre a criança; Pedido de perdão do próprio autor diante de testemunha; Laudo sexológico apontando lesões compatíveis com abuso; Depoimento da vítima detalhando o crime e a tentativa de silenciamento.

“O laudo biológico confirmou a presença de sêmen na vítima, prova incontestável de violência sexual”, diz a nota.

Com quase um ano de tramitação, o caso segue em análise na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Petrolina. O apelo da família é que a sentença seja proferida com celeridade, garantindo a punição do acusado e a proteção da criança e de suas irmãs.

Enquanto isso, paira sobre a vítima e seus familiares o medo de que a Justiça, pela demora, acabe permitindo que o agressor volte a conviver em liberdade, colocando em risco a vida de quem mais precisa de proteção.

Marcus Oliveira

Marcus Oliveira

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