O PSDB, um dos partidos políticos mais tradicionais do Brasil, poderá deixar de existir em março deste ano. A legenda agendou para esse mês a definição sobre sua fusão ou incorporação a outra sigla, em meio a uma disputa entre MDB e PSD, conforme informou o jornal Folha de S.Paulo.
A decisão ocorre em um cenário de crise interna e risco de debandada de seus membros. O presidente do PSDB, Marconi Perillo, lidera as articulações e já se reuniu com Michel Temer e Baleia Rossi, lideranças do MDB, além de ter conversado com Gilberto Kassab, do PSD.
O partido que conseguir firmar a fusão com os tucanos poderá se tornar a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados, com a incorporação dos 13 deputados eleitos pelo PSDB em 2022, além do fortalecimento de seu fundo partidário.
Fundado em 1988 e conhecido por suas importantes participações nas eleições presidenciais e gestões estaduais, o PSDB enfrenta uma série de desafios nos últimos anos. A perda de protagonismo nas urnas e disputas internas contribuíram para a atual situação crítica.
A fusão com MDB ou PSD poderá redefinir o cenário político nacional, em um momento em que alianças e reorganizações partidárias são fundamentais para a disputa eleitoral de 2026. O desfecho em março deverá determinar não apenas o destino do PSDB, mas também o equilíbrio de forças entre os principais partidos políticos brasileiros.
Em Pernambuco, a tucana Raquel Lyra trabalha para atrair o apoio de Lula e do PT para disputar a reeleição no próximo ano. O principal adversário da governadora é o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que foi reeleito com ampla vantagem nas eleições municipais de 2024, quando não abriu espaço para ter um vice petista na coligação da ala da esquerda.
Filiados do PSDB em Pernambuco já pensam em sair da sigla, insatisfeitos com o rumo que o partido vem tomando desde as eleições de 2022, quando vários diretórios começaram as suas derrocadas.