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Orgãos de proteção do estado se calam diante do sequestro da adolescente Ingrid Vitória

O caso do sequestro da menina Ingrid Vitória, ocorrido em Santa Maria da Boa Vista, no último dia 26/03, tem gerado revolta e indignação, não apenas pela brutalidade do crime, mas também pelo silêncio estarrecedor dos órgãos que deveriam atuar na defesa dos direitos humanos e na proteção das mulheres, crianças e adolescentes.

Até o momento, a Secretaria da Mulher, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, a Secretaria de Assistência Social, a Secretaria da Criança e Juventude, o Conselho de Defesa da Criança e do Adolescente e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), não emitiram qualquer nota sobre o caso. O silêncio é absoluto.

No momento em que a família de Ingrid mais precisava de assistência social, apoio psicológico e amparo jurídico, essas instituições se calaram. Nenhuma palavra de solidariedade, nenhum plano emergencial de apoio foi anunciado. Esse silêncio representa não apenas uma omissão inaceitável, mas também um sinal de que as políticas públicas de proteção à vida e combate à violência podem estar sendo tratadas apenas como pautas teóricas e de autopromoção institucional.

Afinal, o que esses órgãos estão fazendo para a população que realmente necessita de assistência? Em vez de atuar na linha de frente, oferecendo suporte às vítimas e suas famílias, essas secretarias e conselhos parecem estar mais focados em palestras internas, seminários e capacitações para servidores, muitas vezes usados como vitrines para discursos políticos vazios.

A sociedade precisa cobrar uma postura mais ativa desses órgãos. É inaceitável que, diante de um crime brutal como o de Ingrid Vitória, prevaleça o silêncio e a inércia. Quando se calam diante da dor de uma família, essas instituições falham em sua missão principal: proteger e garantir direitos básicos fundamentais.

A população de Pernambuco merece respostas. Ingrid Vitória e sua família merecem justiça. E os órgãos de proteção precisam urgentemente justificar sua existência com ações concretas, e não apenas com discursos políticos.
O caso de Ingrid é apenas mais um de tantos outros que seguem ignorados e invisibilizados pelos confins do nosso “estado de mudança”.

Entramos em contato com as assessorias dos órgãos. Vejam o que dizem:
Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência: NADA
Secretaria da Mulher: NADA
Secretaria de Assistência Social: NADA
Secretaria da Criança e Juventude: NADA
Comissão de Direitos Humanos da ALEPE: NADA
Conselho de Defesa da Criança e do Adolescente: NADA

Marcus Oliveira

Marcus Oliveira

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