O deputado federal Coronel Meira (PL) utilizou as redes sociais para atacar a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), chamando-a de “genocida” e “criminosa”. A declaração foi motivada pela exoneração do diretor do Centro Médico Hospitalar da Polícia Militar de Pernambuco (CMH-PMPE), Renato Pinto Aragão, e pela alegação de que o hospital teria tido seus atendimentos encerrados.Segundo Meira, o diretor teria sido afastado mesmo após “bons trabalhos prestados” e, de acordo com ele, um documento oficial determinaria que a unidade funcionasse apenas em regime de emergência e urgência, de forma temporária.
“O diretor, apesar dos bons trabalhos prestados, já foi exonerado e, em documento oficial, foi declarado que a instituição deve funcionar somente em emergência e urgência e de forma temporária. Absurdo!”, afirmou o parlamentar.
O deputado, juntamente com a cabo Aênia, também acusou o Governo do Estado de fechar o hospital, deixando policiais militares e seus dependentes sem assistência médica.
Diante da repercussão, a Polícia Militar de Pernambuco divulgou uma nota oficial de esclarecimento, negando as acusações e afirmando que não houve fechamento da unidade nem interrupção dos serviços de saúde.
De acordo com a PMPE, a saída do diretor do Centro Médico Hospitalar ocorreu por motivo legal e previsível dentro da carreira militar. Renato Pinto Aragão teria alcançado os requisitos para ingressar na reserva remunerada após mais de 31 anos de serviço e mais de dois anos na patente.
“A transição faz parte do ciclo regular da carreira militar e não representa, em hipótese alguma, qualquer iniciativa de desmonte ou enfraquecimento do sistema de saúde”, diz a nota.
A corporação também classificou como falsa a informação de suspensão dos serviços médicos. Segundo o esclarecimento, a portaria que tratava da suspensão de atendimentos, enviada a empresas prestadoras em 6 de janeiro de 2026, foi assinada ainda na gestão anterior. Já no dia 8 de janeiro, com a nova direção do hospital, uma reunião emergencial com a Procuradoria Geral do Estado teria revertido a decisão.
“A medida foi revista e as empresas prestadoras de serviço prontamente comunicadas. Como resultado dessa atuação rápida e eficaz, não houve qualquer descontinuidade nos serviços de saúde”, afirmou a PMPE, garantindo que o atendimento aos policiais militares e seus dependentes foi mantido integralmente.
Por fim, a Polícia Militar reforçou o compromisso com a transparência, a responsabilidade administrativa e a continuidade dos serviços essenciais, assegurando assistência adequada aos seus beneficiários.